Opinião
Laufey Estreia Videoclipe de “Madwoman” com Elenco de Luxo
A cantora e compositora islandesa Laufey apresenta hoje, dia 13 de abril, o videoclipe oficial da sua nova faixa, “Madwoman”.
Na sequência do lançamento do seu novo álbum, “A Matter of Time: The Final Hour” (estreado a 10 de abril de 2026), o videoclipe de “Madwoman” serve como um dos principais motores da sua promoção. Esta “hora final” trata-se não apenas de uma continuação do projeto que começou no ano passado — o álbum predecessor “A Matter of Time” —, mas sim de um capítulo final e mais autêntico.
Já podes ouvir a versão deluxe do “A Matter of Time” (2025), que conta com um total de 19 canções, 4 delas inéditas:
Voltando a uma dessas faixas inéditas, “Madwoman” é descrita como o exemplo perfeito do jazz moderno que define a carreira de Laufey Lín Bing Jónsdóttir. A fusão entre o jazz tradicional, a pop e a música clássica continua a ser a sua assinatura.
O VIDEOCLIPE
O Elenco
Para dar vida à narrativa cinematográfica de “Madwoman“, Laufey reuniu um grupo de talentos vindos de diferentes áreas do entretenimento:
- Lola Tung: Protagonista da série de sucesso da Amazon Prime, “The Summer I Turned Pretty”. A sua presença traz um enorme apelo para o público jovem e reforça a carga dramática do vídeo.
- Hudson Williams: Conhecido pelo seu papel na grande tendência do momento, “Heated Rivalry”, Williams interpreta o par romântico de Laufey — uma personagem descrita através da letra como charmosa, mas repleta de “red flags”.
- Alysa Liu: A ex-patinadora artística olímpica e bicampeã nacional dos EUA faz aqui uma rara aparição artística fora do gelo, trazendo a sua elegância natural para o cenário suburbano.
- Megan Skiendiel: Modelo profissional, Skiendiel completa o grupo, ajudando a compor a estética visual impecável que o vídeo exige.
Tal constelação de estrelas não é aleatória — são todos ícones da “Gen Z” que partilham a mesma estética de Laufey.
O Conceito Visual
O videoclipe transporta o espectador para a Califórnia dos anos 50. O cenário é, inicialmente, idílico: casas suburbanas perfeitas, jardins verdejantes, piscinas cristalinas e um sol radiante, que evoca a imagem da “família perfeita”.
No entanto, à medida que a música avança, a estética de oldies começa a dar lugar a uma tensão psicológica crescente. O vídeo traça alguns paralelos com o filme “Don’t Worry Darling” (2022), onde a perfeição visual esconde uma realidade tóxica e algo claustrofóbica. A narrativa foca-se num jovem casal onde o homem, apesar da aparência charmosa, manipula e questiona a sanidade da protagonista — um tema central na letra de Laufey:
“I remind myself how he’d question everything ‘bout me / Called me stupid as a mindless joke, he hypnotized me as we spoke”
Assim, ao unir a mestria do jazz com a narrativa da pop moderna, Laufey reafirma que o jazz, nas suas mãos, continua a ser a banda sonora perfeita para as complexidades do coração humano em 2026.
Texto por Sara M. Silva