Cultura

A Feira da Alegria Regressa aos Jardins da FBAUP

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A Feira da Alegria é uma iniciativa que transforma o jardim da Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto (FBAUP), num autêntico espaço de realização e exposição artística, reunindo estudantes, artistas, coletivos e pequenas editoras nos dias 27 e 28 de Junho.

Repletas de vida e cor, as pequenas bancas estiveram montadas pela extensão de caminho entre os edifícios da faculdade, expostos ao sol, à sombra e aos olhares curiosos dos que vieram para apoiar e celebrar os pequenos artistas. Foi, pois, a sua criatividade que moveu a execução de peças tão belas. Desde a cerâmica à serigrafia, da pintura à mão à digital, de joelharia a vestuário, a feira contou com uma variedade impressionante de estilos, técnicas e formatos personalizados e ímpares em cada balcão, que prenderam o olhar e tornaram o ambiente num pequeno museu bucólico. Este é um local que, não só confere visibilidade aos artistas e oportunidades pecuniárias, mas também permite aos visitantes conhecer de forma mais ampla e acessível as qualidades estéticas de autores tão perto de nós.

Vendendo artigos como cartazes, quadros, autocolantes, livros e roupa personalizada em segunda mão, os artistas permitem que conheçamos um pouco de cada percurso e interesse no mundo da arte, expondo o seu estilo e consentindo que levemos um pouco das suas peculiaridades para as nossas casas, em forma de lembrança.

Para além de unir diferentes áreas criativas como o design, a literatura, o artesanato e as artes visuais, a Feira da Alegria convidou também a música aos seus jardins, organizando atuações musicais com os artistas Manga Cava, donaranha e Filipe Sambado ao longo dos dois dias. Os sons foram variados e as pessoas juntaram-se para apoiar e vibrar na atmosfera tranquila. Envoltos em sombra, tapetes e fios emaranhados, o palco improvisado é a cereja no topo do bolo no ambiente de espontaneidade que estes artistas representam. Estes foram dias que se viveram lentamente e autenticamente, em apreciação de cada detalhe criativo, de cada trabalho coletivo ou individual, de cada pedaço de vida – e aqui há muitos detalhes.

Para os mais novos realizou-se também uma pequena festa de água na pequena fonte à entrada dos jardins que, normalmente seca, foi reutilizada para entreter os mais jovens nestes dias onde o sol não deu descanso.

Repleta de atividades, exposições e performances, esta feira é de entrada livre e esteve aberta das 11h da manhã às 19h da tarde, perfeita para um pequeno passeio colorido e pensada para um público de todas as idades.

É a feira ideal para nos perdermos em deambulação cultural.

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