Cultura
AutoClássico de volta a Matosinhos
Ah, poder exprimir-me todo como um motor se exprime!
Ser completo como uma máquina!
Poder ir na vida triunfante como um automóvel último-modelo!
Poder ao menos penetrar-me fisicamente de tudo isto,
Rasgar-me todo, abrir-me completamente, tornar-me passento
A todos os perfumes de óleos e calores e carvões
Desta flora estupenda, negra, artificial e insaciável!
[Álvaro de Campos em ‘Ode Triunfal’, 26-32]
Entre os dias 2 e 5 de Outubro, a Exponor recebeu nos seus salões a 23ª edição da Autoclássico, um evento que se propôs a exibir o maior salão automóvel da Península Ibérica.
Durante os quatro dias de evento, a AutoClássico contou com uma grande variedade de expositores; um espaço de estacionamento dedicado aos carros clássicos, onde os visitantes puderam deixar o seu exemplar, e também duas entrevistas com os grandes nomes do automobilismo Giacomo Agostini e Ari Vatanen, ex-pilotos de motociclismo e rally, respetivamente. Para além disto, os visitantes puderam ainda assistir a provas de velocidade automóvel, em pistas pensadas para a execução de peões.
A variedade da exposição prendeu-se especialmente com os diversos tipos de veículo, que passavam pelos carros, aos camiões e até aos barcos, e também com a sua cronologia e história única. Desde a forma até à idade, os salões estiveram repletos de diferentes automóveis que, com certeza, apelaram a todos os gostos.
Organizados pelas marcas ou proprietários, dentro desta seleção constaram carros de luxo, de competição e também os clássicos, dos quais alguns eram o único exemplar no mundo.
Somando milhares de entusiastas, as salas das instalações de Matosinhos ganharam vida junto da maré enorme de veículos de tantas qualidades, todos com a sua especificidade e prontos para contar uma história a quem estivesse aberto a conhecê-la.
