Cultura

Deejay Telio e Wet Bed Gang – O 3º dia da Queima

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Entre a euforia contagiante do hip-hop e do afrobeat, a Terceira Noite da Queima das Fitas do Porto, a 4 de maio, provou ser uma verdadeira montanha-russa de emoções.

O Refúgio da Comédia no Palco Cultura

Para os que chegam ao Queimódromo quando a noite começava a cair, o palco Cultura destacou-se como um autêntico refúgio para relaxar e beber um fino, antes da tempestade musical. Este espaço, dedicado ao stand-up comedy, revela-se a rampa de lançamento ideal para a noite. Eduardo Marques assumiu as honras da casa como anfitrião.

Em seguida, a nova geração da comédia nacional provou não desiludir. Zé Pedro Sousa e Roberto Correia trouxeram humor de observação e histórias do quotidiano. Mais tarde, Vitor Sá assumiu o microfone e fechou a programação deste palco. A Federação Académica do Porto garantiu, assim, que os estudantes ficassem com o espírito leve e o músculos faciais bem exercitados.

A “Karanganhada” de Deejay Telio

Entretanto, com os sorrisos ainda no rosto, a multidão começou a adensar-se na frente do Palco Principal. O angolano Deejay Telio tomou conta do recinto. Sem demoras, instaurou aquilo a que o próprio chama de “karanganhada”, uma autêntica festa onde ficar parado não é opção. A fusão de afrobeat, rap e ritmos urbanos de Deejay Telio relembrou a academia do porquê de ser um nome forte das pistas de dança em Portugal. Assim, clássicos que marcam a geração académica, como “Meu Ego”, ecoaram a plenos pulmões e tiraram todos os pés do chão.

Deejay Telio. Foto: Joana Vale

O Domínio dos Wet Bed Gang

Porém, o clímax absoluto da noite estava reservado para a atuação que se seguiu. Wet Bed Gang, o icónico quarteto de Vialonga, constituído por Gson, Zara G, Kroa e Zizzy Jr., vieram à Queima provar por que razão são tão influentes no hip-hop tuga atual.

Diante de uma plateia ainda mais numerosa, a atuação foi uma celebração da crueza do rap português. O grupo apresentou ao vivo a força de álbuns recordistas de streams, como Ngana Zambi e Gorilleyez. De seguida, surgiu um dos momentos mais altos do concerto, no qual Deejay Telio voltou ao palco para interpretar temas conjuntos, como “Álcool & Prazer”. Adicionalmente, houve espaço para os sucessos estrondosos do grupo, como “Devia Ir”, que o público cantou em uníssono.

Wet Bed Gang. Foto: Joana Vale

A Resistência no Palco MARTINI

Por fim, para os resistentes que recusaram arredar pé e dar a noite como terminada, o palco MARTINI manteve a pulsação do Queimódromo acelerada. Ricardo Reis e MC Mano inauguraram a tenda e passaram, posteriormente, o testemunho a YeezYuri. A longa jornada de música de dança culminou com o set frenético de Deejay Rifox. O DJ segurou os últimos sobreviventes até ao inevitável encerramento do recinto.

Em conclusão, foi uma noite vasta, intensa. Um festival que sabe abraçar todas as frentes, da comédia à dança, honrando de forma brilhante o espírito inesgotável da academia.

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