Cultura
Pimbamix e Quim Barreiros – O 4.º dia da Queima
A quarta noite da Queima das Fitas do Porto foi uma verdadeira ode à tradição académica e à música popular.
O Palco Cultura
Com o anfitrião Eduardo Marques a abrir as hostilidades, preparando o público para as habituais gargalhadas, o palco ficou aquecido para a comediante Natacha Santos, com o seu humor aguçado. Posteriormente, João Nuno Mendes e Mário Falcão deram continuidade a esta forte aposta no stand-up comedy. Todos garantiram, assim, que as tensões da vida universitária dessem lugar a momentos de pura descontração, tal como pede a Semana Académica.
O Palco Principal
No palco principal, o projeto Pimbamix by Insert Coin assumiu os comandos iniciais da festa. Sem demoras, trouxeram uma verdadeira viagem no tempo, recheada de sucessos da música pimba. Entre variados nomes da música popular portuguesa, subiram a palco Avó Cantigas, Saul e Ruth Marlene. Além disso, a sua energia contagiante e interação constante prepararam o terreno de forma irrepreensível para a grande estrela da noite.
O momento mais aguardado e simbólico da semana académica chegou logo a seguir. Quando Quim Barreiros pisou o palco, o Queimódromo rendeu-se em absoluto. Inegavelmente, o artista minhoto é o maior e mais intemporal símbolo musical da Queima das Fitas em Portugal. Tal como afirmou Francisco Porto Fernandes, presidente da Federação Académica do Porto (FAP), quando Quim Barreiros chamou a palco a direção atual da FAP: “Sem Quim não há Queima!”. Com o seu acordeão ao peito e as habituais letras de duplo sentido, Quim fez a academia vibrar. Milhares de estudantes e finalistas, com as suas cartolas e bengalas, cantaram a plenos pulmões clássicos como “A Garagem da Vizinha”.
Foto: Joana Vale
O Palco MARTINI
Por fim, a festa prolongou-se pela madrugada adentro no palco MARTINI. Ricardo Reis inaugurou a pista de dança com mestria. Passou, posteriormente, o testemunho a Quim das Remisturas, que manteve os estudantes a saltar incansavelmente. A energia da tenda não abrandou com a intensa atuação dos Locos. A longa maratona noturna encerrou da melhor forma com a performance de DJ Ricky, integrado no Concurso de DJs. O artista segurou os festivaleiros mais resistentes até ao fechar de portas do recinto.
Em conclusão, foi uma noite memorável, energética e repleta de um simbolismo inigualável. A magia da música popular e o espírito de comunidade provaram ser a verdadeira essência da academia portuense.
