Cultura

Sopas de Gato, Máquinas de Dança e Danceterias movidas a limoncello com tequila – o Carnaval no CAAA BlackBox

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Na véspera de Carnaval, 16 de fevereiro, decorreram no Centro para os Assuntos de Arte e Arquitectura Blackbox concertos dos Cat Soup e Máquina e também um DJ set da banda Chequillas.

 

Fonte: Blackbox CAAA

As portas abriram-se ao som de Cat Soup, um quinteto portuense de rock instrumental, que se move entre a precisão técnica e a pura energia. O seu primeiro álbum, “you only 180”, editado em 2024, reafirma o poder da banda em palco, com atuações explosivas em salas e festivais de norte a sul do país. No espírito carnavalesco, estes “Teletubbies” apresentaram-nos novas composições que desafiam a forma e a estrutura ortodoxas, onde se podia fechar os olhos para ser transportado para uma realidade alternativa, onde estamos presos no mundo de Life is Strange. Em palco, atrevem-se a explorar os limites da música e chega a ser um desafio perceber quando uma música acaba e outra começa; os “Teletubbies” não disseram “bom dia”, mas vieram levar-nos para outra dimensão ao abrir da noite.

Tivemos o prazer de entrevistar a banda após o concerto, na qual nos revelaram como surgiram, todo o processo até ao presente e até mesmo o que esperar no futuro dos Cat Soup.

“Uma coisa muito boa da música instrumental é não teres alguém a dizer-te o que sentir”, disse João Ribeiro, o baixista da banda.

Para ver a entrevista completa:

Foto: Joana Vale (@vales.ph)

Depois desta viagem polidimensional, fomos apedrejados com intensidade, ritmo e sons inimagináveis proferidos apenas por um baixo, uma guitarra e uma bateria. Os Máquina dispensam apresentações no cenário da música portuguesa. A banda de Lisboa com a sua sonoridade única diz que não dá para os colocar apenas numa caixa, são um aglomerado de tudo, e este “tudo” é o que nos faz ficar uma hora em transe, enquanto mexemos o corpo. Com dois álbuns lançados, “Dirty Tracks For Clubbing” e “Prata”, surgiu-nos a curiosidade sobre o que esperar no futuro, e, à conversa com a banda, revelaram-nos ainda em fevereiro do lançamento dos singles que foram apresentados no passado dia 14 de abril “Agony” e “Pleasure/Pressure”, e do futuro álbum, agora com título revelado “BODY TRANSMISSION“, intitulado pela banda como o “mais dançável até agora”.

Antes dos concertos, tivemos o prazer de estar também à conversa com a banda, na qual se falou sobre o caminho da Máquina até hoje, o impacto dos safe spaces nos concertos ao vivo e até mesmo sobre futuros projetos.

”A música é vermos o que cada pessoa acha bom e mau num álbum e partilhar a sua opinião com os outros”, disse Mendy, o baixista da banda.

Para ver a entrevista completa:

Para encerrar a noite, após a cinematografia musical dos Cat Soup e a intensidade de dança dos Máquina tivemos as Powerpuff Girls da mesa de mistura, Chequillas, um trio criado com amor, energia e um concentrado de limoncello com tequila, o seu elemento X. Este trio de DJs aprensentou-se entre géneros como rock, indie e eletrónica para criar um ambiente perfeito e aconchegante, onde até a lua dançava até cair no sono.

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