Política

AS POTÊNCIAS NUCLEARES MUNDIAIS

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A proliferação de armas nucleares e o seu desenvolvimento por parte de alguns países é um tema que faz regularmente soar campainhas nos bastidores da política internacional.

A quantidade de material nuclear existente atualmente acabaria com a vida na Terra, caso ocorresse um conflito mundial que escalasse dessa maneira.

Os líderes mundiais saberão que a questão nuclear marcará sempre a agenda política internacional. A Coreia do Norte protagoniza um filme que já teve como principais atores o Irão e outros países.

Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares

O TNP é um acordo entre Estados que entrou em vigor em 1970 e conta, atualmente, com a adesão de 189 países. Cinco desses países reconhecem ser detentores de armas nucleares – China, França, Rússia, Reino Unido e EUA – sendo que outros quatro possuem também armamento do género – Índia, Paquistão, Coreia do Norte e Israel.

Foto: Ploughshares Fund

Este tratado tem como principal objetivo evitar o desenvolvimento de armamento nuclear, com vista a usar esta tecnologia da forma mais pacífica possível. O documento reconhece a legitimidade que os países que não detêm armas nucleares possuem para desenvolver este tipo de energia para fins pacíficos, desde que inspecionados pela Agência Internacional de Energia Atómica.

China, França, Rússia, Reino Unido e EUA

Estes cinco países são os membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU. Por já possuírem armamento nuclear na altura da assinatura do documento, foi acordado que poderiam manter o seu arsenal.

No entanto, o acordo prevê que os países diminuam progressivamente a quantidade de ogivas nucleares que possuem. Combinadas, estas potências possuem 90% do material nuclear a nível mundial, com aproximadamente 14.000 ogivas nucleares distribuídas entre os Estados Unidos e a Rússia. Os restantes três países possuem entre 200 e 300 cada.

Índia e Paquistão

A Índia e o Paquistão não assinaram o Pacto. Ainda assim, é de conhecimento geral que ambos desenvolveram armamento nuclear, com os primeiros testes a acontecer em 1998, quase em simultâneo.

Os dois Estados não possuem uma relação diplomática amigável, pelo que a exibição do poderio nuclear serve como modo de dissuasão. Estima-se que cada um possua por volta de 100 ogivas nucleares.

Israel

O Estado de Israel nunca reconheceu a existência de armas nucleares no seu território. Porém, um técnico israelita prestou declarações a um jornal inglês onde confessou o desenvolvimento desse material. O homem foi entretanto julgado e proibido de sair de território israelita. Estima-se que este país possua um número a rondar as 80 ogivas nucleares.

Irão

O Irão foi o país que mais fez mexer a diplomacia internacional no que toca à questão nuclear. Muitas vezes acusado de estar a desenvolver armas nucleares, o país foi constantemente alvo de sanções económicas, mas os seus líderes sempre defenderam que os trabalhos tinham em vista a redução da dependência do petróleo e, por isso, uma função pacífica.

Em julho de 2015, após intensas negociações, o país comprometeu-se a desmantelar o programa sob fiscalização internacional e, em troca, teria as sanções económicas e comerciais retiradas de forma gradual.

Coreia do Norte

A Coreia do Norte é o caso mais recente de tensão internacional no que concerne ao desenvolvimento de armamento nuclear.

O país, que já ameaçava retirar-se do Pacto desde 1985, decidiu fazê-lo em 2003. Desde então, já conduziu cinco testes nucleares, tendo o último sido realizado em setembro do ano passado.

A comunidade internacional tem vindo a impor sanções ao regime de Kim Jong Un, mas a Coreia do Norte parece não desistir da ideia de desenvolver este tipo de armamento, estimando-se que possua atualmente 10 ogivas nucleares.

Outros casos

Acredita-se que a África do Sul e alguns países da América Latina, tais como o Brasil ou a Argentina tenham desenvolvido esforços no sentido de possuírem armamento nuclear.

O país africano terá destruído o seu arsenal com o fim do apartheid e as ditaduras brasileira e argentina não terão conseguido chegar a uma fase tão avançada.

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