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Cultura

REVERENCE, A FÉNIX DE VALADA. ISSO E TOSTAS! (1/2)

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Para se falar deste épico evento convém primeiro apresentar Valada, localidade situada a 8 km do Cartaxo, que alberga cerca de 900 habitantes, na sua maioria a abarrotar de Primaveras ribatejanas. No minimercado local tagarelei com o senhor Paulo que, após se lamentar que os responsáveis da câmara não olham por aquele maravilhoso espaço, nem tentam fazer dele um pólo

Senhor Paulo

Senhor Paulo

turístico, me garantiu: As pessoas daqui estão habituadas a estar sozinhas, e portanto gostam muito deste acontecimento; recebem-vos bem, é gente hospitaleira! Por mim corroboro a tese – tive o enorme prazer de travar amizade com a malta do Rancho Folclórico Ceifeiras do Porto de Muge e o ilustre presidente da junta de mil novecentos, oitenta, e troca o passo, que me fez sentir em casa, em pleno mercado municipal, e ainda me ofereceu a deliciosa torrada típica lá da terra, feita na grelha e barrada com alho e azeite (hei-de voltar para mais, carago!), e uma garrafa de um óptimo vinho, que aliás estou neste momento a acabar. Confesso que começo a sentir um certo calor…

Prossigamos: no primeiro dia não pude estar presente porque tive compromissos deveras importantes com a praia. Entretanto, a colega que tinha ficado de cobrir a situação adoeceu e foi passar uma noite pouco alegre ao hospital mais próximo, em Santarém. Por essa razão não há fotografias, porém, ela pediu-me para vos contar que o recinto foi enchendo aos poucos e que os Keep Razors Sharp deram um concerto agradável, tendo, inclusive, ficado lá a acampar, mais especificamente ao nosso lado. Bons vizinhos, diga-se de passagem! Bem menos polémicos do que uns, que numa das noites por volta das 4 da manhã deram numa de Stomp e começaram a batucar sem piedade em tachos, que pareciam não ter fim… Não sei se lhes achei piada, ou se me apetecia matá-los.

No segundo dia fiz-me à estrada. Foi preciso um barco, três comboios e uma boleia para conseguir lá chegar, embora não a tempo de ver os Stoned Jesus, com imensa pena minha. Comecei a degustação por Bizarra Locomotiva, pioneiros da música industrial em Portugal, de modo que, apesar de não ter enzimas para digerir este estilo musical, foi uma experiência interessante. Já os Black Rainbows trataram de casar o Hard Rock com o Stoner, certificando-se de que a malta ia bem quentinha ouvir os franceses Alcest, dos principais nomes do cartaz, que eu descreveria como os Sigur Rós do Post Metal. Com apenas uma bateria e duas guitarras carregadas de nitroglicerina, os Jon Spencer Blues Explosion fizeram a festa, sempre com ar de durões e a gritar ocasionalmente “BLUES EXPLOSION”. Ainda assim, para mim, a grande surpresa do dia veio a seguir – os magníficos DeWolff, vindos da Holanda, portadores de um estupendo som com um cheirinho a anos 70, emanado particularmente do bom velho órgão Hammond que nos ia pondo eléctricos de clímax em clímax. Infelizmente não os pude ver até ao fim dado que, para fechar o palco principal, o Reverence, vieram os míticos Sleep, claramente o grupo mais esperado de todos! Entre desmaios e mosh pits, o potentíssimo concerto foi marchando… No final, como me sentia arrasado, fui só dar uma espreitadela a Electric Eye, uns gajos à maneira, conquanto não me tenham conseguido impedir de fechar o tasco.

 

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