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Cultura

BEYONCÉ TERMINA DIGRESSÃO EM PORTUGAL E TRAZ JAY-Z

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Beyoncé iniciou o espetáculo com um interlúdio da canção “I Been On“, que mostrou pela primeira vez o ecrã digital que ocupava, todo o palco da artista em comprimento. Esta foi uma peça fundamental de todo o concerto, já que apoiou a cantora, e restantes bailarinos, ao longo de todas as músicas – com vídeos feitos pela artista, que cruzavam com videoclips já conhecidos do público.

É com “Run The World (Girls)” que Beyoncé se mostra pela primeira vez, juntando-se às dançarinas que já ocupavam o palco. A cantora – natural de Houston, Texas -, desde cedo habituou o seu público ao feminismo que a acompanha, justificado pela equipa que, em palco, a apoia (apenas constituída por mulheres). Beyoncé marca esta posição nas suas canções e no próprio espetáculo, apelando às mulheres presentes que se libertem dos padrões sociais que lhes são atribuídos e aproveitem as potencialidades únicas à sua condição.

A artista abre uma exceção à regra quando chama Les Twins ao palco. A conhecida dupla de dançarinos franceses é muito acarinhada pelo público, tornando-se um dos momentos altos do espetáculo. É com movimentos e acrobacias complexas, que a dupla masculina marca, assim, a versatilidade dos espetáculos de Beyoncé.

Aquela que é uma das mais bem sucedidas artistas mundiais, não desiludiu o seu público na escolha da setlist. Beyoncé apresentou novos temas como “***Flawless“, “Yoncé“, “Blow” ou “Partition“, mas não deixou de lado as canções que a eternizaram na memória dos fãs: “Baby Boy“, “Naughty Girl” e “Irreplaceable” foram alguns dos exemplos que a cantora trouxe ontem a Lisboa.

Com uma coordenação de palco calculada ao milímetro, Beyoncé mudou de roupa variadas vezes, com criações que vão desde Rubin Singer a Givenchy. Esta foi também uma parte essencial do espetáculo, que complementou a componente altamente visual do evento.

O momento alto da noite foi quando Beyoncé, depois de muita especulação por parte da audiência, pede ao público português que dê as boas vindas ao marido (e produtor) Jay-Z, com quem colaborou no tema “Drunk In Love“, que figura no novo álbum. O rapper – com quem tem uma filha – veio terminar a canção e deixar em delírio os fãs, que não esperavam a surpresa. Jay-Z sempre acompanhou a digressão da mulher – como a própria deixou saber nas redes sociais -, mas foram poucos os espetáculos em que surgiu para cantar com Beyoncé. Um desses exemplos foi em Londres, na Arena O2.

A norte-americana dirige-se, pela primeira vez, ao palco extensível montado junto da plateia para cantar “Love On Top“, confirmando as suas capacidades vocais que, em agudos crescentes, fascinam o público, que a tenta igualar.

A cantora não deixou passar, como de costume, o tributo a Whitney Houston, com a canção “I Will Always Love You“. Acompanhada pelo público, Beyoncé volta a dirigir-se ao palco extensível para continuar o espetáculo com “Heaven“, mostrando que não só é capaz de dançar a ritmos frenéticos (inspirados em movimentos africanos) enquanto canta ao mesmo tempo, mas também que é dotada de um aparelho vocal que impressiona quem a ouve.

É com “XO” que “Bey” – como é acarinhada pelos fãs – agradece ao público que a acompanha e se emociona com a receção. A cantora decide dedicar o tema aos presentes, que o cantam em uníssono.

Beyoncé termina o espetáculo com “Halo“, para depois agradecer à banda que a acompanha e restante equipa. São-lhe oferecidas rosas brancas por parte das dançarinas e a cantora agradece ao público e a todas as pessoas envolvidas na digressão que ali terminava. Canta ainda “Happy Birthday” a possíveis aniversariantes, como sempre faz, para depois abandonar o palco, sem direito a encore – como já é habitual por parte da cantora.

21 músicas depois, Beyoncé mostra o porquê de ser uma das rainhas da Pop, capaz de consolidar um espetáculo altamente sensual sem causar desconforto no público. A cantora cativa miúdos e graúdos e agradece as dádivas que tem recebido. Com a promessa de, quem sabe, nos voltar a ver, Beyoncé faz descer o pano de um dos melhores concertos das nossas vidas.