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Crónica

OS HOMENS E O AMOR

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Os homens estão cada vez mais parecidos com as meninas no amor. Estão mais maricas, de parecer, delicados como estes são. Têm perfume como as mulheres e lavam-se, e depois não se parecem como homens com essas atitudes a roçar a gentileza, porque homens querem-se brutos, tanto que é quase legítimo ficar perplexo com tanta delicadeza. Os homens que são delicados com as meninas devem ser umas meninas embutidas por dentro.

Os homens estão quase que proibidos de expressar o amor. Parece que têm sempre uma mão da sociedade, de outros homens e mulheres, sempre muito perto do rabo a cair-lhes em cima a cada deslize. Os que o fazem, abrem a cabeça para se expor ao amor. Diz-se que o amor tem muitos anos, ainda não é velho, nem nunca o será, só não é novo. Sofre-se por ele. Uma criança demora nove meses para nascer, um amor não tanto.

Quando se sente o amor de verdade quer-se é estar com ele e não perdê-lo nunca. Pede-se-lhe que não queira morrer e que fique connosco, culpado até ao fim, tão mal nos faz o sofrimento que provoca. E que fique assim todo o tempo, esquecido de morrer diferentemente de todos amores gastos e velhos. Que não se faça qualquer gesto que possa fazê-lo desmoronar como areia fina. Porque quando ele morrer, ficaremos sozinhos como se fosse sempre pela primeira vez na vida.

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