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Desporto

Andebol: FC Porto vence SL Benfica e conquista a Taça de Portugal

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Depois das respetivas vitórias nas meias-finais, o Futebol Clube do Porto (FC Porto) e o Sport Lisboa e Benfica (SL Benfica) encontram-se para disputar a final da Taça de Portugal que decorreu, este domingo, no Pavilhão Multiusos de Pinhel.

Num encontro onde só a vitória interessava, os “dragões” estavam motivados pela conquista do Bicampeonato apenas com vitórias, enquanto o rival da Luz procurava conquistar o primeiro troféu da época. Em caso de vitória portista, os “azuis e brancos” conquistavam a dobradinha pela segunda época consecutiva. 

Exclusões, exclusões e mais exclusões 

O início do encontro espelhou de imediato como ia ser a partida: um jogo pautado pelo confronto físico onde a arbitragem teve um papel determinante. Papel esse que teve resultados ainda no decorrer do primeiro minuto pois, o primeiro golo da partida, surgiu de um livre de sete metros convertido por Petar Djordjic, lateral dos “encarnados”. 

A superioridade portista começou a ser construída e as duas exclusões de Matic Suholeznik, em apenas cinco minutos, favoreceram os “dragões” que começaram assim a distanciar-se no marcador, embora só por dois golos. As sanções disciplinares também surgiram para o lado dos Bicampeões Nacionais que, ao minuto 11 da partida, viram Daymaro Salina a ser excluído por dois minutos. 

As dificuldades benfiquistas no ataque eram notórias, com os maus passes e as defesas de Nikola Mitrevski a evitarem a aproximação dos “encarnados” no resultado. Apesar disso, Petar Djordjic aproveitou todas as oportunidades para marcar da linha dos sete metros. Não obstante, do lado portista, André Gomes, lateral dos “azuis e brancos”, encarregava-se das mesmas funções e guiava a sua equipa. 

A equipa de arbitragem mostrou-se ativa e as exclusões voltaram a surgir. Com apenas dois minutos decorridos desde a sanção de Salina, Paulo Moreno, do lado das “águias” e Djibril M´Bengue, dos “dragões”, foram excluídos. Apesar da atipicidade do encontro, os golos surgiram e os “dragões” conseguiram a maior vantagem, nesta primeira parte, com o resultado em 5-9 e depois em 10-14. 

No entanto, de novo, as exclusões não permitiram consolidar esta vantagem de quatro golos. Descontente com o resultado, Chema Rodríguez, treinador dos encarnados optou por trocar de guarda-redes e colocou Gustavo Capdeville a defender as rédeas benfiquistas. 

Antes do minuto 20, o FC Porto viu Salina ser advertido com um cartão vermelho após acumulação de exclusões. Ainda antes do final do primeiro tempo, Djibril M´Bengue voltou a ser excluído e ficou a uma sanção de ser expulso do encontro. O SL Benfica também viu mais um dos seus jogadores a sentar-se no banco durante mais dois minutos. Neste caso, Arnau García foi o castigado. 

Em relação ao marcador, o FC Porto manteve-se sempre em vantagem, mas com algumas oscilações no resultado provenientes das várias exclusões verificadas. No remate à baliza, Paulo Moreno era a “águia” em destaque, enquanto do lado “azul e branco” era Miguel Martins quem brilhava. 

No meio de tantas exclusões, a primeira parte terminou com um parcial de 14-16, a favor dos “dragões”.

FC Porto superior em jogo atípico

À semelhança da primeira parte, o segundo tempo foi marcado pelo papel dos árbitros da partida. Ainda antes dos primeiros cinco minutos, o Pavilhão Multiusos de Pinhel foi palco de cinco exclusões. Victor Iturriza e Manuel Spath do FC Porto, e Paulo Moreno, Arnau García, ambos com a segunda exclusão, e Pedro Loureiro foram os advertidos do lado do SL Benfica.

Estes primeiros momentos foram também marcados pela ineficácia no remate à baliza. Em cinco minutos apenas foram convertidos três golos: dois dos “dragões” contra um dos “encarnados”. Face, outra vez, à insatisfação do treinador da equipa de Lisboa, Sergey Hernández voltou a assumir a baliza benfiquista no momento em que o FC Porto conseguiu voltar aos quatro golos de vantagem e colocar o resultado em 15-19.

Ainda antes do meio desta segunda metade, as sanções disciplinares continuaram a ser o “prato principal” do encontro. No mesmo minuto, dois encarnados foram expulsos do encontro: primeiro, Paulo Moreno foi expulso por acumulações de exclusões. O segundo castigado foi Kévynn Nyokas, expulso com um vermelho direto após falta antidesportiva sobre Fábio Magalhães. 

Até ao fim da partida, o FC Porto presenciou a exclusão de Fábio Magalhães, a expulsão de Djibril e outra exclusão, mas, desta vez, para André Gomes. Os benquistas viram o seu treinador e Ole Rahmel serem expulsos e a exclusão de Lazar Kukic. Nestes restantes minutos, os “dragões” conseguiram a maior vantagem do encontro, por cinco golos, com o marcador a assinalar o 20-25. O encontro terminou com a vitória dos “azuis e brancos” por 27-31, o que significou a conquista da Taça de Portugal e consequente dobradinha, pela segunda época consecutiva.

Nas estatísticas individuais, o benfiquista Petar Djordjic foi o melhor marcador da sua equipa e do encontro com 11 golos conseguidos, enquanto por parte do FC Porto, André Gomes foi o mais valioso com sete.

No final do encontro, Chema Rodríguez, técnico benfiquista, salientou a dificuldade do encontro e reconheceu que o adversário se adaptou melhor “às circunstâncias que o jogo teve”. Para o espanhol, apesar da boa entrada do SL Benfica no jogo, houve um momento na segunda parte em que os portistas “se distanciaram” e a partir daí os seus jogadores não conseguiram recuperar. 

Magnus Andersson, treinador dos “dragões”, reconheceu o jogo atípico para ambos os lados, mas mostrou-se orgulhoso da sua formação e do trabalho conseguido pelos mesmos. “Para nós, havia a motivação de dar mais um título ao Alfredo Quintana e foi isso que fizemos”, concluiu. 

Artigo da autoria de Francisca Santos