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Crítica

O Negativismo da Televisão Portuguesa

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Há muito tempo que tenho vindo a reparar na falta de otimismo na televisão portuguesa.

A maioria das notícias possuem uma índole negativa. Os programas televisivos enchem-se de histórias tristes e comoventes, que despertam sentimentos de indignação, melancolia, medo e até raiva nos telespectadores. Contudo, não atribuo a totalidade da culpa aos canais de televisão, pois estes só dão resposta aos interesses da audiência.

A verdade é que as pessoas são dotadas de uma atração intrínseca por notícias e histórias negativas, gostam de ouvir falar sobre escândalos, crimes, mortes, entre outras temáticas hediondas. Há mais tempo de antena para a tristeza e apenas escassos segundos para notícias felizes.

Com a pandemia derivada da Covid-19, senti cada vez mais um negativismo por parte dos Media. Mortes, urnas, desespero, exaustão, desgraças, carências, tristeza. Tudo isto causava em mim uma ansiedade que parecia não ter fim. Durante muito tempo, pensei que teria de me adaptar ao negativismo que estava a cercar o mundo. Mas não. Não tenho. Não temos.

Não é por não falarmos durante 24 horas sobre um certo assunto, que demonstramos falta de empatia ou preocupação. Claro que a informação é importante, mas as pessoas não têm de estar constantemente a absorver notícias violentas, que não trazem qualquer benefício para o estado de espírito.

Eu não tenho capacidade emocional necessária que me permita assistir a programas ou notícias que só abordam temas melancólicos. Sinto-me uma esponja, pois absorvo toda a tristeza que observo. Sinto que a dor já não é só daquelas pessoas que contam as suas histórias tristes, pois passa a ser minha também.

Falta mais alegria, positividade e harmonia – na televisão, no mundo e nas pessoas.

Falta mais entretenimento saudável, que nos faça dar boas gargalhadas que entoam na alma.

A vida é fugaz, a nossa passagem é temporária, vamos escolher ver o que nos faz bem!

 

Artigo da autoria de Inês Ribeiro

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